
TRILHAS NA REGUA
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Na REGUA, contamos com uma extensa rede de trilhas que atravessam áreas reflorestadas, planícies alagadas restauradas e trechos de Mata Atlântica muito bem preservados, chegando a rios e cachoeiras que até poucos anos atrás permaneciam intocados. Todas as trilhas oferecem excelentes oportunidades de observação de aves.
A maioria dos visitantes explora a área ao redor da nossa sede, onde ficam nossa área comum e trilhas populares como as Amarela, Marrom e Roxa/São José. Todas são bem sinalizadas, com marcações a cada 50 metros, e mantidas pelos nossos guarda-parques. Visitantes do tipo “day users” são bem-vindos para explorar essas trilhas e cobramos uma taxa de $ 10,00 ou R$ 50,00 por pessoa para apoiar nosso trabalho de conservação. Também é possível agendar o almoço na nossa sede. Pedimos aos visitantes que entrem em contato previamente pelas redes sociais ou e-mail para verificar disponibilidade nos fins de semana.
Como estamos em uma região tropical, chuvas e ventos fortes podem derrubar galhos ou troncos ao longo das trilhas; caso encontre alguma obstrução, pedimos que informe a equipe na sede. Por estarmos no ambiente natural de animais peçonhentos, também pedimos que os visitantes caminhem com atenção e usem calçados apropriados.
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TRILHAS AUTOGUIADAS
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As trilhas autoguiadas podem ser acessadas a partir do nosso Centro de Visitantes, onde existem mapas que direcionam os visitantes aos principais acessos às trilhas. Os hóspedes da pousada também podem acessar a Trilha Amarela, a qualquer momento, por um atalho que se encontra ao lado da torre de observação, em frente à pousada.

TRILHA AMARELA
Terreno: Ambiente alagado tipo “wetlands” e floresta secundária restaurada
Cor da Sinalização: Amarela (a cada 50 metros)
Ponto de partida: Ao lado da sede
Dificuldade: Fácil - A trilha é plana e larga. Pode formar lama após a chuva
Comprimento: 2.7 quilômetros (Circular)
Duração: De 1 à 2 horas
Altitude: 35 - 50 metros
O que é bom levar: Água potável, chapéu, protetor solar e binóculo.
Acesso: Durante todo o dia para visitantes e 24 horas para os hóspedes da pousada.
Os Alagados da REGUA são um exemplo bem-sucedido de restauração ecológica. A área, originalmente um pântano rico em espécies tÃpicas de ambientes alagados, foi drenada nos anos 1980 para atividades agropecuárias. Em 2005, a REGUA iniciou a reconstrução da área alagada, transformando antigos pastos em um mosaico de lagos, canais e vegetação adaptada à umidade. Desde então, a biodiversidade aumentou significativamente, com mais de 220 espécies de aves registradas, além do retorno natural de répteis, mamÃferos como as capivaras e predadores, como a onça. A Trilha Amarela é uma área-chave para a observação de antas, em grande parte devido à presença do recinto de aclimatação, que recebe indivÃduos provenientes de outras partes do paÃs como parte do programa de reintrodução, tornando este um dos locais mais confiáveis para observar esses impressionantes mamÃferos. A partir da Trilha Amarela, os visitantes também podem acessar as trilhas Marrom e Roxa, além do Abrigo da Amanda — um abrigo camuflado localizado à beira do lago, que oferece excelentes oportunidades de observação de aves aquáticas a curta distância. É recomendável visitar os alagados pela manhã, com o horário de partida sugerido sendo à s 07:00, e à tarde, à s 14:30. Os alagados estão situados em uma baixa altitude e possuem um clima quente e úmido. É recomendável trazer a sua garrafinha d’água, chapéu e protetor solar para evitar desidratação e exposição ao sol.

TRILHA MARROM
Terreno: Área restaurada, com uma floresta secundária se regenerando naturalmente e alguns córregos pelo caminho.
Cor da sinalização: Marrom (a cada 50 metros)
Ponto de partida: Ao lado da sede da REGUA
Dificuldade: Fácil - A trilha se estreita em alguns lugares. Forma lama após a chuva.
Comprimento: 2.5 quilômetros. A trilha é linear e termina na placa 1400km dos alagados (Trilha amarela).
Duração: 1 - 2.5 horas.
Altitude: 35 - 50 metros
O que é bom levar: Água potável, chapéu, protetor solar, repelente de insetos e binóculo.
Acesso: Durante todo o dia para visitantes e 24 horas para os hóspedes da pousada.
Em 2004, a REGUA iniciou a restauração de grande parte da área ao redor do alojamento, utilizando exclusivamente espécies nativas da Mata Atlântica. Hoje, a trilha passa por essa jovem floresta que, ano após ano, vem sendo tomada por uma incrÃvel diversidade de vida selvagem. Com o crescimento das árvores e a consolidação do novo habitat, as aves tÃpicas de áreas abertas — como o tico-tico-do-campo e o caminheiro-zumbidor — deram lugar a espécies de floresta, entre elas a pariri, o tiriba-de-testa-vermelha e a juruva-verde. Outras aves associadas a bordas e clareiras no interior da mata, como a pararu-azul e a choca-de-sooretama, também podem ser facilmente observadas. Durante o inverno, a saÃ-de-pernas-pretas aparece com frequência ao longo da trilha, e até mesmo o discreto chibante começa a ser avistado na região. É também um ótimo ponto para observar os machos de rendeira em suas impressionantes exibições de acasalamento. Para aproveitar ao máximo a experiência, recomendamos uma visita de meio dia pela manhã, com saÃda sugerida à s 06:00. A trilha está em baixa altitude e o clima é quente e úmido, por isso vale a pena levar água e se preparar para o calor.

TRILHA ROXA / SÃO JOSÉ
Ambiente: Floresta secundária reflorestada ou em regeneração natural
Cor da sinalização: Roxa (a cada 50 metros)
Ponto de partida: Logo após a placa de 1550m da Trilha Marrom
Dificuldade: Fácil – A trilha estreita em alguns trechos e há uma subida até Torre São José.
Extensão: 1,85 km. A trilha é circular a partir do ponto xx da trilha Duração: 2,5–5 horas
Altitude: 35–50 metros
O que levar: Água, chapéu, protetor solar, repelente e binóculos
Acesso: Do amanhecer ao anoitecer para visitantes de um dia e 24 horas para hóspedes da pousada.
Uma de nossas torres de observação do dossel, a Torre São José, fica a uma curta distância da trilha Marrom e vale a pena ser visitada pois é possÃvel ver parte do vale do Guapiaçu. A trilha para a torre pode proporcionar avistamentos de espécies de aves encontradas em interiores de florestas mais maduras, como o estalador, o surucuá-variado, o pintadinho e o capitão-de-saÃra. Reserve pelo menos uma hora extra para visitar a torre, e mais tempo se a atividade das aves estiver alta.